terça-feira, 13 de setembro de 2011

NASCIMENTO E FIM DO EGO

1 - Individualização
Necessariamente algum processo de replicação e evolução teve início a nível molecular.
O confinamento daquele processo no interior de uma membrana propiciou a individualização.
O vírus com seu DNA/RNA em cápsulas de proteína ou a célula comprovam essa assertiva.

2 - Contradição
Imediatamente após a individualização surgem o outro e a seletividade.
A permeabilidade seletiva da membrana e/ou sua dissolubilidade condicional  são os primeiros determinadores da dicotomia ("eu" "outrem", "bom" e "ruim").
As preferências e fobias dos indivíduos são a prova disso.

3 -Dissociação
Está implícito no arranjo do primeiro ser replicante a possibilidade reprodutiva.
Quando o ser dissocia-se de si mesmo para perpetuasse.
Estarmos aqui até hoje confirma sobejamente esse pensamento.

4 - Interação
Permeabilidade seletiva, reprodução e condicionantes ambientais impõem a interação entre sistemas replicantes.
Seres pluricelurares e o polimorfismo celular evidenciam isto.

5 - Conscientização
Quando o ser percebe a intencionalidade da seletividade, e de si, através da propriocepção.

6 - Memorização
O acúmulo de memória das interações do sistema replicante com o ambiente e demais seres, rotuladas em "boas" e "más".

7 - Personalização
O conjunto de memórias, tanto conscientemente aceitas (e exibidas) quanto inconscientemente negadas (e reprimidas) que formam a personalidade.
O esforço para manter reprimida parte da persona, bem como a necessidade de interação e seletividade geram os comportamentos ritualistico e regrado, com perda da espontaneidade.


8 - Libertação
A compreensão do mecanismo que constrói a "persona", aliada a propriocepção, permite o reencontro do ser consigo mesmo.

9 Nirvana
Finda a persona, resta o ser consciente.
A presença reflexiva e indutiva da realidade.

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